Crime do sapatinho: Gerente de banco tem família resgatada pela Polícia Civil

Equipes do Departamento de Operações Especiais (Deoesp) e da Polícia Civil de Manhumirim estão à procura de uma quadrilha que cometeu o chamado “crime do sapatinho” em Manhumirim, neste domingo e segunda-feira, 02/12.

O grupo sequestrou o gerente de banco e outras quatro pessoas da família dele – esposa, dois filhos e sobrinho. O bancário ficou sob o poder de parte do bando na cidade, enquanto as outras vítimas foram levadas para a cidade de Pará de Minas, na Região Centro-Oeste do estado. As vítimas foram liberadas. Ninguém foi preso. Não foi informado se a organização criminosa conseguiu roubar dinheiro.

Os momentos de terror das vítimas começaram ainda no domingo. De acordo com a Polícia Civil, o gerente e os quatro familiares foram rendidos pelos criminosos. A esposa, a filha de seis anos, o filho e o sobrinho de 15 anos foram colocadas em um carro e levados para um cativeiro. A cidade onde os reféns ficaram sob o poder dos criminosos não foi informada para não atrapalhar as investigações.

O gerente ficou na cidade com outros membros da quadrilha. Nesta segunda-feira, a Polícia Civil conseguiu resgatar os quatro reféns que eram mantidos em um cativeiro. Um dos sequestradores foi preso em Pará de Minas e não ofereceu resistência.

Equipes do Deoesp e da Polícia Civil de Manhumirim seguem nas buscas para encontrar a quadrilha.

A Polícia Civil não deu mais detalhes sobre o caso para não atrapalhar na apuração.

CRIME DO SAPATINHO

O chamado crime do “sapatinho” é uma modalidade criminosa conhecida como crime em que os bandidos agem na surdina sem despertar grandes suspeitas, ou seja, “só no sapatinho”.

Quadrilhas que tocaram o terror no interior de Minas, com explosões cinematográficas de caixas eletrônicos nos últimos dois anos, começam a mudar a estratégia de ataque. Agora, esses grupos têm mirado no sequestro de bancários e familiares deles para chegar aos cofres das instituições financeiras.

O retorno do crime do “sapatinho”, comum no início da década de 2000, chega com um nível de profissionalização ainda maior e já desperta a atenção das forças de segurança, além de impor uma rotina de medo entre os funcionários dos bancos.

Nos últimos dois anos, os criminosos estão voltando a praticar esses sequestros que foram muito usados no passado.

 

 

FONTE: Estado de Minas

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